Colunas: Filmes e Séries 27 abril, 2026
por Pierre Augusto

Maldição da Múmia é uma aula de aflição, e um teste de paciência

Entre cenas de pura aflição e um ritmo que lento, o novo longa da Universal transforma o clássico trash em um drama de horror cansativo.

 

Sem piadinhas e muito mais nojento, quem cresceu nos anos 2000 se lembra muito bem das aventuras de A Múmia, com Brendan Fraser e Rachel Weisz lutando contra o terrível Imhotep. Mas, após um grande hiato, esse ícone da Universal retorna em formato de terror, gore e pura aflição.

Maldição da Múmia, dirigido por Lee Cronin (responsável pelo aclamado Evil Dead: Rise) e produzido por James Wan, abraçou a alta do terror, gênero que nos últimos anos ganhou cada vez mais espaço e respeito entre o público.

Desta vez, a trama aborda o jornalista Charlie Cannon (Jack Reynor de Midsommar) e sua esposa Larissa Cannon (Laia Costa de Um Amor) que, anos após terem sua filha sequestrada no Egito, recebem a notícia de que ela foi encontrada. Mas a jovem Katie (Natalie Grace) não é mais como antes, e resta à sua família a missão de entender e lidar com o que está trancado no que um dia foi sua filha.

A princípio, Maldição da Múmia é um prato cheio para os amantes da agonia. Como já vimos em outras produções de Cronin, trabalhar a aflição nos pequenos detalhes é sua especialidade, e aqui não faltam momentos em que isso acontece.

No entanto, no que diz respeito ao desenvolvimento da história, o longa peca muito em seu ritmo. Tratar todo o desenrolar como um drama e, consequentemente, ir adiando o frenesi que uma produção de horror como essa pede, acaba sendo sentido à exaustão.

O “emburrecimento” ou a negligência dos protagonistas em produções de terror é rotina, para a trama andar é preciso essa suspensão de descrença. Porém, quando essa linha é esticada demais, com tantos pontos absurdos sem que haja uma reação condizente dos personagens, o que era para ser divertido fica chato, e o horror vira indignação contra alguém por quem deveríamos torcer.

Diferente de Evil Dead: Rise, onde Lee Cronin conseguiu manipular perfeitamente a tensão e o senso de urgência, muito em função da consciência dos personagens sobre o risco que corriam, Maldição da Múmia soa como uma pisada no freio, diminuindo a velocidade dos acontecimentos e esticando ao máximo uma história que não deveria durar tanto.

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