Colunas 2 junho, 2026
por Ester Raquel

Tomb Raider: A Lenda de Lara Croft é só mais uma animação cancelada?

Numa das apostas de adaptações do icônico jogo de Toby Gard,”Tomb Raider: A Lenda de Lara Croft” parecia ser um respiro criativo. Mesmo assim, a Netflix cancelou a série na sua segunda temporada, sem considerar que o show de 16 episódios ainda tivesse mais história para contar.  A decisão foi anunciada após à confirmação da […]

 

Numa das apostas de adaptações do icônico jogo de Toby Gard,”Tomb Raider: A Lenda de Lara Croft” parecia ser um respiro criativo. Mesmo assim, a Netflix cancelou a série na sua segunda temporada, sem considerar que o show de 16 episódios ainda tivesse mais história para contar. 

A decisão foi anunciada após à confirmação da Prime Video, divulgar o novo filme live action com Sophie Turner assumindo o papel de Lara Croft. Antes imortalizado no cinema por Angelina Jolie, que popularizou a personagem fora da bolha gamer.

A jornada da 1° Temporada

Material de divulgação da animação.

A animação trouxe uma história que explora a mitologia chinesa, enquanto arrisca desenvolver a caçadora de recompensas, em outros subtextos. Ao estrear em outubro de 2024 sendo desenvolvida pelo estúdio Powerhouse Animation.

Com o roteiro de Tasha Tuo (The Witcher: Origem do Sangue) e direção de Joey Soloway (Transparent, A Sete Palmos). Mesmo entregando bons fan services, a história e a animação parecem se perder em alguns momentos ao longo da trajetória.

Talvez, isso aconteça, pela trama ter tido o difícil desafio de funcionar como uma espécie de continuação da trilogia de jogos: Tomb Raider, Rise of the Tomb Raider e Shadow of the Tomb Raider.  

A encruzilhada da 2ª Temporada

Imagem retirada da animação.

Desta vez, a Lenda de Lara Croft mostra uma nova narrativa para a famosa aventureira ao se envolver com máscaras roubadas dos Orixás, tentativas de reparação históricas e releituras de mitos.

O resultado foram representações interessantes na identidade visual dessas divindades como Ibejis irmãs gêmeas (São Cosme e São Damião), uma versão de Exu bem cativante e uma Iemanjá super brasileira. 

O design desses personagens, agradou tanto, que caiu nas graças do público das redes sociais, gerando vários edits de cortes que popularizaram a animação, que fugiu neste aspecto do campo genérico.

Este parece ser o final desta versão animada da Lara Croft, apesar da tentativa de autocrítica a bilionários com complexo de salvador civilizado, sem dúvidas, já não torna a animação só mais uma no catálogo da Netflix.

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