Banner 9 setembro, 2024
por Redação PerifaCon

O Bastardo: está entre a ânsia de ter e o tédio de possuir 

O longa leva a responsabilidade de representar a Dinamarca para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Internacional.

 

Por Ester Raquel Silva Nascimento

Filmes históricos tem o desafio de manter o espectador entretido ao longo da história, entretanto em “O Bastardo” de  Nikolaj Arcel (“O Amante da Rainha” e “A Royal Affair”) não vemos esse problema, por assumir um estilo de direção mais pessoal. Baseado em fatos reais somos apresentados ao protagonista e responsável pelo título, o Capitão Ludvig Kahlen (Mads Mikkelsen / “Hannibal e Drunk – Mais uma Rodada”) que levou 25 anos para conquistar o cargo após a guerra e agora encara uma nova batalha para fundar uma colônia enquanto explora e cultiva a selvagem Jutlândia da Dinamarca do século XVIII (18), que por curiosidade ainda hoje forma a maior parte do país. 

Trailer, na íntegra:

Sob a controversa proteção do rei (por causa do conselho burocrático) o antigo heroi de guerra vai lutar contra as forças da natureza, que por meio de planos de câmera abertos contemplativos, momentos de puro silêncio e uma trilha sonora num estilo épico tornam esse elemento natural o verdadeiro personagem antagonista da trama. Além da terra estar contra ele, o nobre Frederik De Schinkel (Simon Bennebjerg / “O Pacto” e “The man”) também cumpre esse papel no arquétipo detestável de homem de época.

Esse retrato sobre a ambição e destino podem estar fadadas ao fracasso se forem as únicas motivações de alguém, ainda mais lidando com tantas dificuldades nesse contexto como bandidos locais, crenças preconceituosas e desejo de vingança numa disputa de poder e status que parece não ter fim. Não é atoa que o ditado popular “Fazemos planos e Deus ri” marca presença em todo o roteiro do filme para todos os personagens, sem exceção. 

Essa constância entre a ânsia de ter e o tédio de possuir se estende por todo o enredo, como por exemplo a personagem  Edel Helene (Kristine Kujath Thorp / “Doente de mim mesma” e “Mar do Norte”) com a sua sagacidade política, que também se torna um ponto de motivação nessa rivalidade de Ludvig Kahlen Vs Frederik De Schinkel. O que pode deixar esse arco meio que a desejar, tendo que ser recompensado pelo caso da personagem Ann Barbara (Amanda Collin / “Criado por Lobos” e “Fathers and Mothers”) que merece atenção e destaque por ter um desenvolvimento crescente e convincente, além de entregar uma das cenas mais satisfatórias em todo o filme, em especial para o público feminino. 

O drama épico-histórico chega aos cinemas nacionais em 12 de setembro, nessa proposta existencial e atuação marcante que circulou festivais internacionais nesse trajeto até aqui.

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

RAJANAGA99

polynion

polynion

polynion

polynion

polynion

polynion

polynion

polynion

polynion

polynion

polynion

polynion