Colunas 1 novembro, 2023
por Redação PerifaCon

Uma abordagem política para além do humor em “mussum, o filmis”

“Não sou faixa preta cumpadi, sou preto inteiris, inteiris.”

 

Texto por: Hyader

No cenário cinematográfico de 2023, saturado por cinebiografias nacionais, “Mussum, o Filmis” emerge como um filme que supera as expectativas, apresentando uma abordagem envolvente e politicamente relevante. O filme não se limita a prestar homenagem a Mussum, ele também concede um tributo mais do que merecido a Ailton Graça.

É sob o som envolvente do samba, que “Mussum, o Filmis” se consagra como uma obra que apresenta uma narrativa que transcende o personagem retratado para exaltar diversas figuras populares que fizeram parte da cultura brasileira. A narrativa dedica tempo para destacar a verdadeira paixão de Mussum, mostrando como o samba permeia não apenas sua ideologia, mas também sua vida.

As participações especiais acompanhadas de uma trilha sonora repleta de nomes importantes da música brasileira é utilizada como um fio condutor para explorar não apenas a história pessoal do artista, mas também as várias personalidades e influências que moldaram sua trajetória.

O filme dirigido pelo excelente e multifacetado Sílvio Guindane é uma obra de exaltação, uma homenagem minuciosamente elaborada que se inspira na trajetória de um dos comediantes mais icônicos da história da televisão brasileira. Essa produção não se limita apenas a celebrar as realizações e conquistas deste artista, mas também adentra de forma profunda e sensível nas complexidades de sua jornada, tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Aqui, o personagem Mussum é colocado em segundo plano, permitindo que a narrativa se concentre de maneira intensa em destacar a pessoa que foi Antônio Carlos Bernardes Gomes.

Através do personagem Mussum, Ailton Graça, que oferece uma interpretação visceral do protagonista, atinge seu ápice e finalmente recebe o reconhecimento que há muito tempo lhe é devido, devido às suas notáveis contribuições para o cenário audiovisual brasileiro. Suas interpretações marcantes, infelizmente, muitas vezes foram relegadas a papéis secundários, privando o público de apreciar plenamente o seu brilhantismo. Esse descaso e desvalorização são reflexos dos desafios e estereótipos enfrentados não apenas por Ailton, mas também pelo próprio personagem-título do filme, Mussum.

Por muitos anos, Mussum foi injustamente relegado ao esquecimento, sua voz silenciada em detrimento dos outros membros dos Trapalhões, e essa realidade lança luz sobre as barreiras e injustiças presentes no cenário artístico, enfatizando a importância de reconhecer e celebrar tanto Ailton Graça quanto Mussum por suas contribuições significativas à cultura e ao entretenimento brasileiro.

É nessa conexão invisível que a atuação de Ailton Graça ganha vida, entrelaçando com a realidade e atingindo o público com uma sinceridade agoniante. Sua interpretação pode ser vista como uma espécie de celebração em vida de sua própria carreira, destacando a importância de reconhecer e valorizar não apenas o artista, mas também a mensagem por trás do filme, que busca resgatar a justiça e a visibilidade há muito perdida.

Essa abordagem complexa e interconectada com a realidade e o fictício, dá ao filme uma profundidade e relevância que vão além da mera celebração de figuras públicas, proporcionando uma visão mais abrangente e rica da cultura e do patrimônio artístico brasileiro. É como se Ailton estivesse discursando por si mesmo através de Mussum, para evocar um discurso político de empoderamento mais do que necessário.

A atuação de Ailton Graça, harmonicamente complementada pela interpretação brilhante de Neusa Borges, no papel de Malvina, é simplesmente de tirar o fôlego. A parceria desses dois atores é fundamental para o funcionamento da história. Cada vez que entram em cena como mãe e filho, suas interações, onde discutem os desafios da vida e sobre o direito de poder fazer escolhas, são momentos de impacto significativo na narrativa.

A química entre esses dois atores é palpável e adiciona uma camada de complexidade emocional à trama, a atuação da dupla não apenas ilumina a história, mas também envolve o público de maneira genuína.

Durante muitos anos, Renato Aragão foi destacado pela mídia como o principal rosto dos Trapalhões, sendo visto por muitos como o membro insubstituível do grupo. Em vez de se aprofundar nas controvérsias e nas disputas internas, o filme opta por um caminho ameno, evitando entrar nas polêmicas, concentrando-se mais na homenagem à contribuição artística de Mussum e no impacto positivo dos Trapalhões na cultura brasileira, sempre buscando fornecer uma perspectiva equilibrada da história do grupo, ao mesmo tempo que preserva o respeito pela memória de seus membros e pela herança que deixaram para o público brasileiro.

Ao adotar essa abordagem, o filme transcende a simples exaltação de Mussum como um artista multifacetado, indo além de seu papel como comediante, ator e músico. É como se o samba fosse o pano de fundo sonoro que une todos os elementos do filme, criando uma experiência cinematográfica enraizada na cultura brasileira, transitando pela história da música e do audiovisual nacional.Com maestria, o filme de Guindane entrelaça momentos da vida de Antônio Carlos e Mussum, revelando sua complexidade e profundidade como artista e ser HUMANIS.

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