por Joao Miranda
Crítica Spider-Noir: O Melhor Homem-Aranha Desde 2004
Em Spider-Noir, Nicolas Cage brilha como o herói aracnídeo dos anos 1930. Com estética impecável e trama policial envolvente, a série do Prime Video surpreende e se torna a melhor adaptação do Homem-Aranha feita pela Sony em quase duas décadas.
Uma Grata Surpresa no Universo Aracnídeo
Spider-Noir estreou no dia 27 de maio pelo streaming da Amazon Prime Video e como uma grata surpresa, a série é boa. Com Nicolas Cage reprisando o amigão da vizinhança em uma versão alternativa do herói que já marcou presença no filme animado Homem-Aranha no Aranhaverso, agora estreia em seu seriado próprio em live-action.
Depois de muitas produções focadas em personagens secundários como Kraven, Morbius, Venom, Madame Teia que deram prejuízo ao s estúdios(maioria vilões), assim como haviam notícias de outras produções como El Muerto, que seria protagonizada pelo cantor latino do momento Bad Bunny, e da personagem Seda. Mas dessa vez realmente saiu do papel e apesar de um marketing limitado, foi uma produção muito bem feita e parece haver uma grande recepcão do público.

Um Mergulho na Nova York dos Anos 30
Spider-Noir como o título diz, nos faz acompanhar um Homem-Aranha em um suspense policial na década de 30. Ben Reilly é um detetive particular em uma Nova York comandada por mafiosos e sem um Homem-Aranha ativo nas ruas para impedir o caos que sucede a cidade. Como o próprio gênero “noir” que teve seus filmes em preto e branco, muito suspense e jazz como trilha sonora, que são gêneros característicos que não só marcaram a época como também criaram o próprio gênero “noir”. Fazendo referências também à gêneros vindos do terror da época como a série Além da Imaginação, Frankenstein, que compartilham elementos visuais e de produção, fortalecendo a experiência da série, dando uma visão diferente à série. Por causa disso, recomendo ver a série em Preto e Branco primeiro para ter uma experiência completa.

Fotografia Impecável e Grandes Atuações
Com uma fotografia que trabalha bem a luz e sombra fazendo parte do cenário, trilha sonora que compõe e acentuam os impactos das cenas, criando uma imagem que os produtores e diretores quiseram passar e que traz o melhor da produção, apenas deixando a desejar em algumas atuações secundárias e cenário, mas em contra ponto tivemos grandes destaques das atuações de Karen Rodriguez como Janet Ruiz que nos entrega uma personagem cheia de personalidade e expressões sustentando cenas mais leves como as mais dramáticas; Andrew Lewis Caldwell que entregou todo o carisma possível para um personagem sádico e mais teatral possível; e é claro, Nicolas Cage como Ben Reilly/Spider-Noir, que abraça a esquisitice e dramática, do personagem que nos faz rir, se assustar e lamentar a trajetória do personagem.

Veredito: A Melhor Adaptação em Anos
Por todos esses motivos, reafirmo o título desta crítica. A Sony nos entregou uma verdadeira obra de arte. Esta é, sem dúvida, a melhor adaptação do Homem-Aranha desde Homem-Aranha 2, de Sam Raimi, lançado em 2004.