Colunas: Cultura 27 maio, 2025
por Biazoly

Cada traço uma história: Os cartazes das quatro edições da PerifaCon

Desde a primeira edição da PerifaCon, o cartaz oficial é muito mais que uma peça gráfica: ele é memória, arte e representatividade impressas. A cada ano, convidamos um artista periférico para criar essa arte que se torna item colecionável e que já foi distribuída para mais de 40 mil pessoas nas quatro edições da primeira […]

 

Desde a primeira edição da PerifaCon, o cartaz oficial é muito mais que uma peça gráfica: ele é memória, arte e representatividade impressas. A cada ano, convidamos um artista periférico para criar essa arte que se torna item colecionável e que já foi distribuída para mais de 40 mil pessoas nas quatro edições da primeira convenção nerd das favelas. Essa tradição é uma forma de valorizar talentos da quebrada e eternizar, em imagem, o espírito de cada edição. O cartaz não apenas divulga: ele marca, conecta e emociona.

a PerifaCon não apenas ocupou espaços com cultura pop e representatividade, como também consolidou a importância de valorizar artistas periféricos que traduzem essa potência em imagem. A cada ano, o cartaz oficial do evento se transforma em símbolo de resistência, celebração e identidade. Mais do que peças de divulgação, essas ilustrações são manifestos visuais e os artistas por trás delas carregam histórias que se entrelaçam com a proposta do evento.

Em 2024, a artista Jeyce deu vida ao cartaz com uma composição que mescla memórias, sentimentos e vivências. Ela contou que o convite foi uma grande surpresa e motivo de imensa alegria. “Sempre que possível eu falo para as pessoas o quanto a PerifaCon é especial pra mim, como esse evento mudou minha vida e continua mudando”, afirma. Nervosa no início por nunca ter feito um cartaz de evento, encontrou força na própria trajetória e no impacto da PerifaCon: “No meu cartaz eu coloquei várias cenas importantes que já aconteceram em outras edições… me senti finalmente valorizada pelo meu trabalho”. O reconhecimento reverberou: o destaque no cartaz abriu portas ao longo de 2024.

No mesmo ano, Wilton Santos também deixou sua marca com uma arte que homenageia o território. “Por ser de periferia também, eu fico orgulhoso de poder participar e mostrar para a molecada que dá pra sair daqui da onde a gente mora e conquistar o mundo”, diz. Sua ilustração traz elementos típicos das quebradas, como muros de tijolos à mostra, algo que ele fez questão de representar: “Quem mora reconhece”. Wilton viveu o processo com intensidade, entre idas e vindas até chegar à versão final: “Eu gostei muito de participar. Espero que eles me chamem outras vezes”.

Já em 2023, Mano Lima trouxe um estilo em perspectiva isométrica cheio de detalhes e easter eggs, uma criação que foi além do evento. “Foi uma experiência muito gostosa… ainda mais saber que o pôster ia ser distribuído pra geral. Foi levado nas escolas, teve painel gigante, sessão de autógrafos… cheguei lá, tinha fila!”, relembra. O impacto da PerifaCon foi além da arte: “Achei muito legal, porque a PerifaCon fez questão de que eles soubessem quem é o artista, sabe? Eu gosto dessa valorização com o artista e com a pessoa do artista também”.

Em 2022, o cartaz ficou por conta do premiado quadrinista Jefferson Costa, que viveu um momento simbólico: “O convite foi muito importante pra mim, pela soma de diversos motivos e significados”. Além de ser homenageado com um painel especial no evento, sua arte estampou a capa da edição número 1 do Super-Choque no Brasil. “Um dos personagens negros mais populares por aqui e que também fez parte da minha infância”, completa. O cartaz foi fruto de uma parceria com a Chiaroscuro e Ivan Freitas, foi publicado como capa pela Panini.

Cada um desses artistas contribuiu para a construção da memória visual da PerifaCon, um evento que é feito por e para a quebrada. Seus cartazes não apenas anunciam datas e atrações, mas eternizam lutas, sonhos e conquistas de toda uma geração que vê na cultura pop um espaço legítimo de pertencimento.

A cada nova edição, a PerifaCon reforça que arte da quebrada é arte central.

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