Banner 28 janeiro, 2025
por Andreza Delgado

BK Celebra o Passado e Inspira o Futuro com Novo Álbum

BK eleva a música brasileira em Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer, unindo rap, samba e R&B em um álbum poderoso, visualmente impactante e repleto de colaborações marcantes.

 

BK eleva a música brasileira em Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer, unindo rap, samba e R&B em um álbum poderoso, visualmente impactante e repleto de colaborações marcantes.

Começamos 2025 muito bem servidos de música boa, e podemos colocar isso na conta de Abebe Bikila Costa Santos, mais conhecido como BK, que decidiu nos presentear com aquilo que sabe fazer de melhor: contar uma história envolvente. Não é à toa que o primeiro ato de seu novo trabalho, Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer, é um curta-metragem homônimo, gravado na Etiópia. Provocante e com uma fotografia de tirar o fôlego, o rapper elevou a régua dessa brincadeira toda.

Aliás, quem hoje em dia pode dizer que tem participação do grande Djavan em seu trabalho? BK pode.

Reprodução / Twitter

Celebrando a Música Brasileira e o Legado dos Mestres

Com 16 faixas que passeiam, claro, pelo rap, o artista foi além e incorporou elementos de samba, R&B e trap. Mas talvez o grande charme dessa mistura — no melhor sentido da palavra — seja ver, por exemplo, um sample de Fat Family se entrelaçar com rimas que lembram que o amor também é dor, e que romper é preciso, como na faixa Da Madrugada. Ou então sentir a força da voz de Evinha declamando em Só Quero Ver sobre o quão exaustivo pode ser um amor que pesa mais do que deveria. O trecho do samba lançado em 1971 nem parece ganhar uma nova roupagem — soa como a continuação daquele mesmo desabafo de quem tem certeza do que quer.

Poderia dissecar faixa por faixa, destacando colaborações marcantes, como Não Adianta Chorar, com Pretinho da Serra, ou Abaixo das Nuvens, em que Luedji Luna reafirma sua grandiosidade com um verso arrebatador. No entanto, como diz o ditado, “dai a César o que é de César” — e aqui, é essencial exaltar a grandiosa produção musical do álbum. Sob o comando de talentos como Deekapz, Kolo, Paulo DK, Kizzy, Ruxn, Sango, Aidan Carroll, Theo Zagrae, JXNV$ e Nansy Silvvz, o projeto ganha camadas sonoras ricas e sofisticadas. FYE, principal aposta do selo Gigantes, de BK, também assina uma das produções, reforçando ainda mais o espírito colaborativo que permeia o disco.

Reflexões e Mensagens: Superando o Passado para Progredir

Se a proposta era refletir sobre a necessidade de abandonar tudo o que impede o progresso, a mensagem foi muito bem captada — seja no impacto visual do curta-metragem, seja na riqueza da produção sonora. É preciso celebrar esse trabalho porque, como BK me disse uma vez: “quem faz música com qualidade, maestria e dedicação precisa ser celebrado”. E agora acrescento: principalmente aqueles que usam sua arte para exaltar a música popular brasileira e reverenciar quem veio antes.


Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer não é apenas um álbum, é uma declaração de intenções. BK, com sua visão única e colaborativa, faz mais do que simplesmente lançar músicas – ele nos apresenta um projeto que celebra o legado da música brasileira e, ao mesmo tempo, quebra barreiras para o futuro. A mistura de gêneros, as participações especiais e a produção impecável criam uma experiência sonora que reflete tanto o passado quanto as possibilidades que estão por vir. Em um mundo onde a música é uma ferramenta de transformação, BK segue provando que a verdadeira arte é aquela que se reinventa sem perder suas raízes. Este álbum, sem dúvida, marcará um novo capítulo na trajetória do artista e na música nacional como um todo.