Banner 27 agosto, 2024
por Giulia Cardoso

Estômago 2 – O poderoso Chef traz de volta a essência, mas não sabe como utilizá-la

Ao trabalhar outros personagens, longa esquece de seu maior trunfo: O Raimundo Nonato

 

Estamos em 2024 e fomos agraciados com uma continuação de Estômago, um filme excelente de 2007, que agora, iria nos conectar novamente com o Raimundo Nonato (João Miguel), um homem que veio para a cidade de São Paulo em busca de uma vida melhor e que se apaixonou pela comida italiana e pela prostituta Íria, mudando completamente a sua vida. As expectativas eram altas, afinal teríamos a volta de João Miguel, Paulo Miklos e do diretor Marcos Jorge. Não tinha como dar errado, certo? Então…

Na verdade, este novo filme é agridoce, ele agrada (e muito), mas esquece de coisas muito importantes. Seu protagonista, por exemplo, quanto mais a trama avança mais de escanteio ele fica. Nonato não é bem utilizado, sendo reduzido a um alívio cômico (Algo muito injusto, considerando seu arco de personagem e o carisma de João Miguel). Seu afastamento, por outro lado, dá espaço para que Nicola Siri brilhe e tome o protagonismo do longa (inclusive, as cenas de flashback são dele).O filme é sobre ele, a máfia e a dúvida de como chegou naquela prisão.

O roteiro também é igual ao do último, sendo uma mistura de passado e presente. Trazendo sempre o tema comida e envolvendo uma história de amor que pode acabar de maneira trágica. Isso, pensando bem, poderia ser um mérito e obviamente traz uma segurança para os envolvidos, mas só deixa o longa mais desinteressante, pois no final ele vira uma versão piorada do primeiro filme. 

Essa nova narrativa segura e diverte o espectador, mas também pode afastá-lo. Praticamente metade do filme (e um núcleo inteiro) é em italiano. Chega a ser brusca a mudança de cenários e línguas, pois em um momento estamos contemplando a paisagem da Sicília, acompanhando uma história de mafiosos poderosos e no outro estamos dentro de uma prisão com todos os hábitos e xingamentos brasileiros. Isso não é algo que funciona 100% mas, honestamente? O núcleo brasileiro sempre acaba se sobressaindo, deixando saudades toda vez que sai de cena. 

Em quesitos técnicos, temos momentos muito bem fotógrafos e compostos, além de uma trilha familiar e aquele gostinho do primeiro filme, mas a conclusão de tudo acaba sendo sem sal (perdão pelo trocadilho)

O longa já possui sessões no cinema 

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